cep 20.000 - centro de experimentação poética


CEP 20.000, cada vez mais Plástico Bolha,
convida para  para o evento que ocorrerá nessa quarta-feira, dia 28, 20:30h, no Espaço Cultural Sérgio Porto. Banho de Língua: com participação do Prof. Antonio Mattoso, que lerá poemas em grego antigo e latim, Lucas Viriato, que lerá poemas em sânscrito e italiano e Isabel Wilker, que lerá poemas em inglês e francês. Também participa do CEP a banda de música irlandesa Café Irlanda, do nosso autor Henrique Meirelles, entre outros. A programação completa vai no anexo. Apareçam!

  


 
 
ESPAÇO CULTURAL SÉRGIO PORTO
 
rua humaitá, 163
 quarta, 20:30 / 5 reais
 
 ROBERTO PIVA POR 7 NOVOS
 
CRIANÇAS INSUPORTÁVEIS + THE ALBERTO
André Capilé + Beatriz Bastos + Augusto Guimaraens + Andytias Soares
 
ESPAÇO PLÁSTICO BOLHA: BANHO DE LÍNGUA
Antonio Mattoso + Isabel Wilker + Lucas Viriato
 
CAFÉ IRLANDA
 
JONAS SÁ
 
JULIO CALLADO
 
FERNANDO DELAROQUE
 
 
apoio prefeitura do rio
 
dia 25 de agosto = festa de 20 anos do cep

 

www.jornalplasticobolha.com.br

www.jornalplasticobolha.blogspot.com

 


 

 



Escrito por cepchacal às 21h25
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   A POESIA PROPRIAMENTE DITA

 

ESPAÇO CULTURAL SÉRGIO PORTO

 

QUARTA – DIA 30 DE JUNHO

 

20:30 – 5 REAIS

 

 

FLASH BACK 70

UMA SELEÇÃO INESQUECÍVEL

 

 

20:30 vídeo: O BEIJOQUEIRO de CARLOS NADER

 

21:00: relançamento do livro

“MUITO PRAZER” de CHACAL

 

ANA KUTNER e PAULO JOSÉ falam ANA CRISTINA CÉSAR.

MASÉ LEMOS – poemas seus e de LUIS OLAVO FONTES

MARIANO MAROVATTO – poemas seus e de CACASO

CRISTINA FLORES e CHACAL – poemas do MUITO PRAZER

 

AUGUSTO GUIMARAENS por AUGUSTO GUIMARAENS

 

21:30: a estréia do PLÁSTICO BOLHA no CEP

uma homenagem a JAMES JOYCE.

com

ANDRÉ CAPILÉ lendo passagem de Stephen Dedalus

MARIANO MAROVATTO lendo passagem de Leopold Bloom

ISABEL WILKER lendo passagem de Molly Bloom

e a banda CAFÉ IRLANDA.

 

 

 



Escrito por cepchacal às 04h38
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.

CEP DE MAIO DE 2010

 

Ontem teve CEP. Ainda com o tempo incerto. Acho que preciso contratar o Cacique Cobra Coral para fazer sua dança anti-água. Em 20 anos de CEP 20.000, me gabava de nunca ter chovido nos dias D. Mas de uns dois anos para cá, desde que fomos para o Teatro do Jockey, depois do fogo no Sérgio Porto, que São Pedro faz questão de mandar chuva. Dia de CEP já ponho minhas barbas de molho.

Mas ontem mais uma vez, a poesia vigorou. Desde o início com As Insupotáveis Crianças (Marília Garcia, Alice Andrade, Victor Heringer, Domingos Guimaraens) + Dimitri Br (nos climas diversos) que a poesia fez sua graça. Confesso que ainda sinto falta de mais punch. Não que o poema tenha que ser vociferado como fazíamos durante um bom tempo no CEP, como que as palavras que saíam a fórceps de dentro de cada poeta, tivesse que entrar no berro em cada pessoa da platéia. Tava errado. Agora acho só a leitura um pouco pouco. È lindo a presença dos poetas, o jeito de cada um falar, a dinâmica das vozes. Mas creio que o poema ainda pode ser melhor transmitido. Mas o CEP é isso: centro de experimentação. Sem medo de errar. A vida não tem erro nem acerto. Tem tentativas de melhorar. O mais legal é que existem poetas, pessoas entestadas com as palavras e que se encontram no CEP para delirar deveras. Esse mundo caretinha, cartão de ponto, projeto, objetivo, justificativa, orçamento, release, circular, tem que dar meia trava uma vez por mês para ver essas crianças insuportáveis ler seus versos, viver suas vertigens.

Crianças insuportadas, adentra o gramado, Mariano Marovatto, o mentor, com sua Maravilha Contemporânea. E vez chover. Dois violões, uma batera exata e a pianista Alice. Foi um show de talento e paixão. Mariano tem o bicho pop instalado no corpo. Abriu com um Paralamas irretocável. E foi. Lá no fim, Luiz Antônio ou Zé Augusto, tanto faz, aquele que não foi porque o Rei chegou primeiro. Mas Zé se vingou do Rei que a interpretentação do Mariano. Cantou se rasgando, debruçado sobre o piano de doralice, a mais sequelada balada de amor dos últimos tempos. Já tinha visto aquilo raras vezes. Com Alex Hamburger no próprio CEP, cantando um Roberto e uma vez no Mistura Fina, um beijo de longa metragem. Quem? Quando? Deixa pra lá. Mariano, és, mais que o rei. A grei agradece.

E na seqüência subiram ali no chão, a poeta loura, Laura Liuzzi e o poeta prosa Lucas Viriato. Duas pérolas do nosso cancioneiro ilustrado. Eles abriram um novo quadro que espero duradouro: o Em Lançamento. Poetas, escritores que estejam lançando livros, para lançá-los literalmente no CEP. Se nunca conseguimos fazer bons lançamentos no CEP, por falta de hábito de se comprar livros lá, ao menos o poeta mostra a cara, o livro e dá uma palinha do seu trabalho. Ali de poeta para poetas, de escritor para escritores. Vai melhorar quando o CEP conseguir minimamente se digitalizar. Um dia. (Em tempo: fiquei muitíssimo emocionado e feliz com a presença de Sérgio Liuzzi, pai da Laura, arquiteto, desing e responsável pelas ilustrações do meu primeiro livro “Muito Prazer” e por meu nome de guerra, Chacal. Ave Liuzzi! Sangue bom e sua finíssima estirpe).

Aí falei eu. Esqueci um poema. Retomei e fui até o fim. Não é muito bom, apresentar e se apresentar. A gente joga muita conversa fora para tapar os buracos que sempre vão pintando.

(Será que é o desconforto com o silêncio?)

E tem dias que falta luz. Depois vc vai apresentar seu número e ele não binga. Vaias pra que te quero. Deu vontade de me autotomatar-me. O CEP, com a ajuda da 7 Letras, está em transe. Muda de estilo, de década, de onda. Vamos chegar já já a algum lugar. Espero que seja lá.

O Teatro do Nada entrou rasgando. Fez improviso à moda Nelson, a la Tarantino. Eles tem a essência do CEP. Não fosse o grupo do ausente (por ossos do ofício) mas sempre presente, Éber Inácio. Ao sabor das ondas, do vento, da vida. É a invenção em estado bruto. O CEP abraça e abarca. A cena, o som, a palavra, tudo ali, um depois ao mesmo tempo do outro. Gratíssimo Teatro do Nada.

Por fim, enfim, no fim, fecharam a miss linda cristina flores, minha atriz e diretora favorita. Ficou ali fazendo a festa no palco enquanto Gabriel Fomm e banda de sopros e bateria, tonitroavam o excelente poeta e compositor Sérgio Sampaio. Tomara que o trabalho se firme e renda shows, temporadas, clavicórdios. É a palavra maldita do bardo capixaba de cachoeiro, a mesma do rei, muito bem dita, cantada e dançada. Cris vai experimentando e criando seu personagem extraído do livro de Ieda Magri, aquela que se ouve, mas não se vê. Por quê? Enfim ...

(em tempo 2: queridíssimas presenças nesse cep: fausto fawcett que me levou um livro de presente de aniversário: exile in main street, a ga do album duplo dos stones de 71. ave fausto, parceiro de toda vida. minha dulcíssima amiga e pé de valsa, cristina melo, arquiteta e deusa. e a poeta, professora e excelência, mazé (nós) lemos. e também o ricardo dias gomes, sua digníssima, aplicando seu pequeno e grande filho de CEP.

que venham mais. que venham sempre !

.

                                                      barrão e laufer em algum cep de aniversário

 

 

 



Escrito por cepchacal às 09h47
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 ESPAÇO CULTURAL SÉRGIO PORTO

rua humaitá, 163 (fundos)

quarta – 26 / 05 – 20:30 – 5,00.

 

 

.

MARIANO MAROVATTO

E AS MARAVILHAS CONTEMPORÂNEAS

 

TEATRO DO NADA

 

CRISTINA FLORES + GABRIEL FOMM

gabriel alves - guitarra e violão
gabriel damasceno - bateria e percussão

juliano pires - trombone e tuba

 

  CRIANÇAS INSUPORTÁVEIS vol. 2

( alice sant’anna / marília garcia / victor heringer /

domingos guimarães / dimitri br )

 

CHACAL

 

EM LANÇAMENTO:

LAURA LIUZZI / LUCAS VIRIATO.

 

apoio Prefeitura Rio



Escrito por cepchacal às 19h58
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Escrito por cepchacal às 19h56
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Escrito por cepchacal às 19h22
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UM STRADIVARIUS NA CHUVA / CEP DE ABRIL DE 2010

                                                            zuca sardana

 

Teve um CEP ontem. Clássico. Didático. As always. Agora com a abertura de um grupo falando seus poemas acompanhado por um produtor de sons. Ontem foi a estréia mundial da série “Crianças Insuportáveis” Volume I. Com a curanderia de Mariano Marovatto e a presença de mais quatro poetas. Admirei a força e a firmeza da voz de Laura Liuzzi, que recém lançou “Calcanhar” seu primeiro livro pela 7 Letras. Laura tem a perícia de quem escreve com um cinzel. A qualidade de Beatriz Bastos, que não conhecia. Seu poema prosa em tom de conversa fala de flores e gatos bilíngues. Excelência. Lucas Viriato e seus textos viajantes com camelos e elefantes. O Ismar, nem tenho o que falar. O desentortador de penachos e desbravador do esquisito. E Mariano? Anda o diabo. Fez um poema falante, ardiloso, cheio de arbítrios. Gostei da fúria. “Crianças Insuportáveis”: bom pra cachorro. Um coletivo de poetas. Uma poetanagem (poetas com alta octanagem).

Depois um tricolor inspirado, Augusto Guimaraens. Fez sua estréia como Trovador Solitário. Letras /poemas tralalantes estraçalhantes que falam de anjos alienados em momentos de lisergia. Augusto tem a manha. Traz a melodia para dentro de poema e manda bem.

Cristina Flores e Gabriel Fomm revisitaram Ieda Magri. Aí um monólogo com tintas de teatro com a querida Chris e o magistral Gabriel cantando Sérgio Sampaio. Ouvir de novo “Filme de Terror” em que Sérgio mistura “o cemitério do caju com o cine império da tijuca”, machuca fundo. Chris e Gabo lindos. Só eles, uma efeméride.

Então entraram Os Fabulosos com os clowns Cesar Tavares e Marcos Camelo e mais uma menina que faz uma bêbada impagável. Desculpem mas não sei o nome dela. Os Fabulosos fizeram misérias no palco do CEP. Números de prestidigitação. Transmutações de fazer murchar a crista de Paulo Barros da Unidos da Tijuca. A transformação do palhaço Cesar Tavares em algo como uma oncinha estapafúrdia foi de se beliscar. Sim aquilo era verdade. E Marcos o faz saltar um arco em chamas, sob a ajuda tronxa da moça que não sei o nome. Foi um momento grandioso. Grandiloqüente. Um ápice nesses 20 anos de CEP. Grato Fabulosos. Vocês extrapolaram.

Walney Costa entrou e fez sua performance “Poemáscara”. Visualmente um impacto com seu parangolé de Poemáscara. Mas explicou o projeto e perdeu o "timing". Faltaram os músicos presos na chuva e no trânsito. Mas foi a poesia em performance plástica. E enriqueceu a noite e seu embornal de imprevisíveis atrações. Assim é o CEP há 20 anos. Coisas acontecem que não tenho muito controle. Vou apenas saravando. Isso dá uma algaravia interessante, um mix bem abrangente. Gosto disso. Trabalhar com a diferença, sem deixar de ser seletivo. Mas ontem por conta da chuva e do jogo, com pouco público, o final foi um tanto arrastado.

Isto é, até entrarem Tavinho Paes, Betina Kopp e Arnaldo Brandão. Foi a qualidade dos meus caros dignossauros e a vitalidade genial de Betina. Foi um gran finalle para poucos e felizardos. Um texto inédito e na veia de Tavinho. Um diálogo telefônico entre um político corrupto e uma dama de programa, acompanhado no violão por Arnaldo cantando “Sorria! Você está sendo filmado !”. Um drama a estilo Tavinho, cheio de intrigas e trairagens.

Foi um zíper espetacular para um CEP que fez jus ao nome de Centro de Experimentação Poética. Sem nenhuma pretensão didática, um observador pode perceber o desejo que a palavra tem de se exprimir como um suco de delícias. Seja falada, cantada, atuada, performada, essa coisa ambíqua, feita basicamente para se comunicar, mas que ganhou funções outras, tenta também diversas estratégias para dar o seu melhor de si. Sob o olhar pasmo da Maria e seu cameraman, memória viva do centro.

Que venham mais, que venham outros – o próximo no dia 26 de maio. Em junho só se a Prefeitura quiser. Há de querer, afinal são poetas, músicos, artistas, cidadãos cariocas, tentando sair do registro, experimentando novos ritmos, outras possibilidades de se expressar bem e de ser feliz. CEP 20.000, 20 anos de alkymya dedicados ao Professor Fumegas. Viva Zuca Sardana !

                                                                zuca sardana



Escrito por cepchacal às 09h51
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vinde ao cep, insuportáveis crianças eletrificadas.

ps: sérgio mello ficou de pintar. se pintar q pinte armado de um texto de sua clarividência. será recebido a pão de ló.



Escrito por cepchacal às 10h24
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20 ANOS - 1990 / 2010

ESPAÇO CULTURAL SÉRGIO PORTO

RUA HUMAITÁ, 176 (2266 0896)

QUARTA, 28 ABRIL – 20:30.

5 REAIS – PREÇO ÚNICO.

OS FABULOSOS

CRIANÇAS INSUPORTÁVEIS

BEATRIZ BASTOS, ISMAR TIRELLI, LAURA LIUZZI, LUCAS VIRIATO E MARIANO MAROVATTO

BARTOLO

CRISTINA FLORES & GABRIEL FOMM

AUGUSTO GUIMARAENS

WALNEY COSTA

MOBILE PING-PONG

ARNALDO BRANDÃO, BETINA KOPP & TAVINHO PAES

 

AUTORES AUTOGRAFANDO 

LIVROS DA 7 LETRAS EM PROMOÇÃO.



Escrito por cepchacal às 16h01
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LUCA - MUITOS - PRAZERES

aqui vai um link para um texto do Padre Vieira, falado como só ele fala e mandado por Luca Prazeres, um poeta, um amigo, radicado na América de lá.

http://www.youtube.com/watch?v=lPRwwM8H6rc

 

 

 



Escrito por cepchacal às 14h56
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Meu amigo Fabiano Calixto, poeta, editor do Modo de Usar e tradutor, manda avisar:
Caros Amigos & colaboradores,
 
Mando a vocês o filme oficial de lançamento do ALMANAQUE LOBISOMEM. Almanaque editado por mim, Flávio Rodrigo Lopes Penteado & Renan Nuernberger. O lançamento mundial será no dia 3 de maio de 2010.
 
O Link:
 
atenção para o refrão !


Escrito por cepchacal às 21h19
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Escrito por cepchacal às 21h03
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"MAIS OVO. MENOS GALINHAGEM"  charles peixoto
.
.
.
   eu, manoel, carlito e alzira numa pausa do buraco na mostra do cariri em novembro de 2009
.
.
meu amigo manoel ricardo de lima
me mandou esse link. aí duas ótimas
entrevistas. uma com ele e outra com master carlito azevedo
.
 .
"o silêncio é meu
equipamento.
eu disse:
o silêncio
é meu equipamento"
abraço.
manoel.


Escrito por cepchacal às 20h21
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http://www.youtube.com/watch?v=cE8fSHaGpJM

Fechei. Depois do CEP de ontem, fechei. Emoção à vera. Os amigos. As amigas. Torcendo. Vibrando. Um estrondo.

O CEP sempre foi mistura. De gerações, de línguas, de shanas e estrovengas. Ontem foi um dia assim: Os fundadores. A pá virada. O barulho. E a jovem guarda. Um novo outro CEP que quero agora. Um CEP de arrepios e silêncios. Um CEP sem seqüela. Um CEP para se ouvir em casa.

ontem estreiou o "estrondo". carlito azevedo no cep, um sonho de décadas. alice cada vez mais sant'anna. uma poeta peso meio médio ligeiro. finíssimo versar. e gregório? uma epifania. uma revelação . um relâmpago. já é. estrondo, que poema !?

os músicos, cama de penas do colibri maneiro. e a raíssa, ali capturando nossa alma, atenta a tudo. e isadora, a supervisora, igualmente a tudo atenta. ontem se abriu uma nova década. um novo tempo para o cep e para a poesia nesse combalido planeta. enquanto as partículas colidem e deus vira cada vez mais um retrato amarelado sobre a caixa registradora.

Fechei. Depois de ouvir o estrondo de ontem, hoje aqui na vitrola, no cd da 7 Letras, no cd do Lado 7. Voltou tudo num outro patamar. Ouvi e voltei a ouvir os poemas. E vi que eles se sustentam sem a festa. Ou ainda melhor, com as bases de mestre Newton Cardoso. Que coisa linda. Quero que o chico e o zuca ouçam. Torcedores de primeira hora do Lado 7.

 

From: "zuca.saldanha" <zuca.saldanha@gmx.de>
Date: Tue, 30 Mar 2010 19:14:39 +0200
To: "Francisco Alvim" <franciscoalvim@uol.com.br>
Subject: Re: <no subject>

Com esse Chacal nao ha' quem possa... mais manhoso que raposa do Virgilio...
... nao ha' Jim-das-Selvas que o cace. /// BLACK-HOLE // Black-Hole / toma a
sopa / come o prato . ///
----- Original Message -----

 

Isso tudo me deixa guaximim. Então por aqui fecho.

A poesia renasceu.

 

 

From: "Francisco Alvim" <franciscoalvim@uol.com.br>
To: "zuca.saldanha" <
zuca.saldanha@gmx.de>
Sent: Tuesday, March 30, 2010 2:02 AM
Subject:

Meu velhinho,

O CEP 20.000 do Chacal faz anos. Um acontecimento. As proclamas são uma
festa!
Abrs&bjs2X2.
Chico



Escrito por cepchacal às 20h06
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Cep 20.000 faz vinte anos com festa e audiolivro

 

Numa definição provisória, cuja validade expira no fim deste parágrafo, o CEP 20.000 poderia ser apresentado ao leigo como um grande show de calouros vanguardista, no qual ninguém é gongado e a disposição para correr riscos vale mais que os vibratos impecáveis de qualquer finalista do “American Idol”. Ou então, trocando o miniverbete pela micro-retrospectiva, poderia ser lembrado pelo auto de Natal em que o artista plástico Ernesto Neto tomava cerveja na mamadeira para melhor interpretar o menino Jesus. Ou pela cabeça de minotauro em papel machê que durante anos paramentava o mestre de cerimônias da festa, mas acabou imolada certa quarta-feira de cinzas no Baixo Gávea. E ainda de várias outras maneiras que seriam igualmente desautorizadas pelo poema “CEP”, de Chacal:

só indo só vendo
ouvindo vivendo.



A anti-definição em versos serve então de convite para a comemoração dos 20 anos do CEP (sigla para Centro de Experimentação Poética) na próxima quarta-feira no Espaço Sérgio Porto. Criado em 1990 pelos poetas Chacal e Guilherme Zarvos, o CEP 20.000 completa duas décadas de existência em 2010 como o mais tradicional encontro de escritores, músicos, atores e aspirantes a alguma ocupação artística da cidade. Com apoio, ainda que oscilante (veja box na página 2), da prefeitura, ele consolidou a tradição performática da poesia carioca iniciada nos anos 1970 com as artimanhas da Nuvem Cigana. Aproximando escrita, música e encenação, foi um dos palcos iniciais de grupos como Pedro Luís e a Parede e Funk Fuckers, espaço de formação para artistas como Michel Melamed e Viviane Mosé, incubadora do Humaitá Pra Peixe, principal festival carioca de bandas independentes. Agora, é tema das memórias “Branco sobre branco” (Ateliê Editorial/Nonoar), de Guilherme Zarvos, e terá uma série de audiolivros em parceria com a editora 7 Letras.

Representantes de três gerações da poesia carioca se alternarão no palco na comemoração dos vinte anos do CEP 20.000: Chacal (nascido em 1949), Carlito Azevedo (1961), Gregório Duvivier (1986) e Alice Sant’Anna (1988). Os quatro dividirão a autoria do primeiro audiolivro do CEP, “Estrondo”, que será lançado pela 7 Letras dentro do selo Lado 7.

Ouça aqui quatro faixas (Chacal lê "Cep 20.000", Alice Sant'Anna lê "Figos", Carlito Azevedo lê "Beijo" e Gregório Duvivier lê "Estrondo").

Relativizando seu próprio poema sobre o CEP, Chacal explica que as gravações serão um jeito de dar sobrevida às apresentações, que tantas vezes se esgotam no aqui-e-agora dos encontros. 

— Pra mim o CEP surgiu como uma outra forma de transmitir poesia que acompanha as mudanças do público receptor — diz. — As gravações são um jeito de tornar durável a produção das pessoas ligadas ao CEP, e continuam essa busca por uma forma nova de fazer os poemas circularem, agora em CDs ou na internet.

Carlito Azevedo, talvez o mais importante poeta surgido no Rio de Janeiro nesses últimos 20 anos (estreou em 1991 com “Collapsus Linguae”), curiosamente vai pisar pela primeira vez no palco do CEP.

— O CEP, com sua exuberância juvenil, com sua coragem de enfrentar questões para mim até hoje muito complicadas, como o espetáculo e o entretenimento, sempre foi o avesso do avesso do avesso, não do meu gosto estético, mas da minha timidez cósmica — diz.

Chacal. Foto: Leonardo Aversa

Mais nova do grupo, Alice Sant’Anna, autora do elogiado “Dobradura” (7 Letras), é prova no entanto de que os tímidos também têm acolhida em meio ao espalhafato dos encontros.

— Fui ao CEP pela primeira vez há uns quatro anos, levada pelo (poeta) Pedro Lage. Ele ficou de me apresentar ao Chacal, mas fiquei tão apavorada que saí de fininho antes que a noite acabasse — lembra. — No CEP seguinte, deixei um pouco da vergonha de lado e, até hoje, quando o Chacal me chama no microfone digo boa noite, leio meu papel e volto correndo para a cadeira, vapt vupt.

Integrante de primeira hora, a poeta e filósofa Viviane Mosé lembra de também sentir-se intimidada nas primeiras vezes em que falou seus poemas.

— Passei uns meses assistindo às apresentações, mas não me via ali no meio. Tinha acabado de chegar do Espírito Santo, pensava “quem sou eu para participar disso?”. Até que finalmente subi ao palco em 1992 e nunca mais parei. A experiência do CEP foi essencial na minha vida e nos meus poemas.

Para a cidade o CEP também foi e é fundamental, acredita o diretor de conteúdo da rádio MPB FM, Bruno Levinson, que desde o começo participou do CEP como poeta e produtor:

— Muitos eventos de hoje são filhotes do CEP.

Guilherme Zarvos, criador do Terças Poéticas, de onde se originou o CEP (criado por ele e Chacal), descreve concisamente o efeito de contágio dos encontros: 

— O que me fez virar poeta foram as intrigas do CEP. Se você não fosse poeta, você era um merda. Acabei contaminado pela poesia.

 




Escrito por cepchacal às 10h43
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