cep 20.000 - centro de experimentação poética


CEP 20.000 DE NOVEMBRO DE 2006

 

Enfim ao CEP que ele merece. Segunda não é dia dele. Talvez por isso, o CEP de novembro não tenha sido aquele mar de moléculas em combustão. No entanto, a Iarinha estava lá. E a Gabi também. E se a Carol e a Romã também chegaram então o CEP pode começar. E começou com o vigor de um novo poeta: JOÃO PEDRO FAGERLANDE. Falando com a precisão de quem conhece o palco, João encantou a galera. Até ROMÃ vacilou diante da performance do bardo. Mas subiu e falou um poema para o Vitor Paiva. Ele é bonitinho mas não merece a moça. Romã está para o Vítor, assim como um karmanghia está para uma van que vai para deus me livre. Romã é mais. E ponto.

Depois entrou um espetáculo chamado SOMMA. Eh banda boa ! Experimental na medida. Driblando o óbvio. Com seu cantor rouco. Suas violas, seu clavicórdio. Salve o SOMMA, que junto com EL EFECTO, honraram a tradição estranha do CEP. E, mais uma vez, salve a Romã que me indicou o grupo.

Aí entrou a primeira “aposta”: RADIOCAOS. Som vigoroso um pouco previsível. O CD é muito bom. Mas os caras são aguerridos e  fizeram a galera dançar. Valeu !

Aí foi a vez dos IRMÃOS ABDALLA Reload. Com a magnética presença de Flávia Couri, a magnética Flavinha, no baixo e vocais, os veteranos Mimi Lessa e Esse Um estreiaram mundialmente dois números: “Elefanta” e “Ninguém é Inocente”. A mágica funcionou. As bases de Mimi Lessa mais uma vez luvificaram as palabras desse um. Show curto. E fino !

Foi então que o CUBO PRETO apareceu. Com as belzeboas Júlia e Joana Tcheco, o ensandecido Lois Lancaster, o CUBO fez seu punk clássico com chutes e berros e provocações do início ao fim com o ambiente das artes plásticas. Desdo o nome CUBO PRETO, uma inversão do ícone de Malevitch até o vinho branco vagabundo servido antes do show como numa vernissage. A galera do Cep agradeceu e brindou o CUBO PRETO. José Damasceno e Barrão, na platéia, se divertiram.

Aí então, subiu NELSON E OS GONÇALVES. Nelson Burgos, o mestre, na guitarra, voz e músicas, Marquinho, baquetas e Duda, baixo. A participação gloriosa de um sopro e do DJ Gutz em efeitos pornôs. NELSON E OS GONÇALVES deram show. Algo entre a doença chicana de Tarantino e David Linch e nosso coração lírico paquidérmico.

Salve o NELSON !

 

( Estou escutando uma banda magnífica de São Paulo : FEST3R ! Do meu amigo Douglas Kim. Um dia chegarão aqui ).

 

Às 21:30 em ponto, eles subiram ao palco. Com seu jeitinho de banda da hora, o ZEFIRINA BOMBA fez as estruturas que sustentam o velho Espaço Cultural Sérgio Porto estremecerem. Ilson, o guitarrista e cantor, vociferava enquanto seu violão envenenado uivava. Zefirina era a empregada do garoto de João Pessoa. Ela costumava barulhar enquanto lavava a louça. Ilson capturou essa memória doméstica e misturou com distorções e sílabas sintéticas. Bomba da melhor qualidade. Grande acelerador de moléculas.

Para fechar o CEP, em vez de banda, uma cena. Estreiando nacionalmente, o alquímico diretor ALAN CASTELO apresentou seu “MERGULHADO NO SANGUE DO DRAGÃO”. Com um cuidado na produção raro no CEP, Alan solo em cena, contou a dependência sanguínea do guerreiro e do dragão num espetáculo altamente plástico com sangue / vinho, luz / talco, retroprojeção e coisinhas luminosas. Alan iluminou o CEP como há muito não se via. A cena, a performance, o texto misturado. Foi o auge.

Enfim, o CEP de novembro se não foi um stradivarius de público, foi um Zeca Pagodinho de invenção. Como só o Cep sabe ser. Evoé !!!!!!!!!!!!!!!!



Escrito por cepchacal às 15h42
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