cep 20.000 - centro de experimentação poética


 

 

ah se houvesse uma máquina do tempo

e esses caras pudessem desembarcar aqui agora.

para desmascarar eles próprios.

e voltar a ensinar.




Escrito por cepchacal às 19h21
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 “ BRANCO SOBRE O BRANCO / CEP 20.000 / CEPENSAMENTO “

 

 

   guilherme zarvos

 

  AH .... EU TÔ MALUCO !!!!!! 

 

Na porta, uma pilha de folhas impressas envoltas em tapetinhos de banheiro, multicoloridos. Na sala, vários papéis de seda de embrulhar balas de coco, espalhadas pelo chão. Por sobre o quadro negro, capas, camisas, panos espalhados. Na platéia um mix de poetas, artistas e pensadores.  Em frente ao quadro negro, a mesa examinadora. À esquerda da porta, sentado num banco escolar, cercado de refrigerantes e cafezinho, Guilherme Zarvos !

Foram quase quatro horas a não - argüição. Zarvos fez uma não-tese, fez um livro-colagem de textos, imagens, falas, falas, falas que resume bem a polifonia que habita nele. Zarvos, como foi dito e redito, é um corpo que acolhe outros, que gera outros, em sua absoluta capacidade de se conectar à tudo que vive, a se metamorfoasear em tudo que toca.
E a defesa, que na verdade, foi um bate papo afetivo de todos na sala, foi apenas uma das faces da efeméride. Após a aprovação unânime de sua tese denominada

 “ BRANCO SOBRE O BRANCO / CEP 20.000 / CEPENSAMENTO “ onde ele soube como ninguém, transgredir os estatutos daquela gafieira, com sua proverbial astúcia de border liner, com sua incrível persistência – creio que seu doutorado durou 5 anos – não fosse ele um legítimo fundador do CEP 20.000, lá foi ele e sua queridíssima entourage, inaugurar a Loja. A Lojas é um pequeno espaço de 15 m2 no Catete para a venda de livros, cds, vinis, peças de arte e centro de encontro da rapaziada. Não sei como foi. Sei que teria show d’ Os Outros e várias performances, onde se exercitou a Poesia ZAUM.

Uma gripe insistente não me deixou ir. Comi uma pizza com a Fabiana no Zona Sul e vim quietinho pra casa. Soube que a Loja tem lindos e tristes trastes, um verdadeiro Merzbau, de Kurt Schitters. Desde já um lugar de peregrinação.

 

Mas de tudo o que mais me estimula nessa transposição das águas do São Francisco para a velha PUC, é a percepção que a Academia começa a lidar com o conceito de performance. . Algo que fazemos há 18 anos no CEP 20.000. Algo que só existe em presença, só existe no aqui agora - papo hippie ? - e que representa muito mais do que os infinitos elementos que a compõem. Como dimensionar a entrada calma e elegante do Paulo Fritchner, acometido de angustiantes soluços, depois de augüição começada ? Ou a beleza do poema de Drummond e da fala de Sérgio Mota ? Da perfeita articulação e rapidez de raciocínio de Ericson Pires, nosso diretor presidente do Acadêmicos do CEP 20.000, da emoção da fala da Camila do Valle, poeta e amiga, a fala final e definitiva de Roberto Corrêa dos Santos, co-orientador de Zarvos, que argüido por Dado Amaral, sobre critérios para avaliar a tese transalgumacoisa do Guilherme, se saiu com muito brilho, defendendo a idéia de a academia se abrir para novos estados de consciência.

 

A primeira vez que a academia através de Cacaso, Heloísa Buarque, Roberto Schwarz se uniu à rua, a vida lá fora, ao mimiógrafo, foi gerada a Poesia Marginal, nos anos 70. Quem sabe se, depois de um período incubada, hoje 2008, essa aproximação não possa se dar de uma forma revitalizada ? Sob o manto borderliner de Zarvos, a tradição do CEP 20.000 e a percepção urbana de uma Fernanda Medeiros,  de um Ericson Pires, de um Ítalo Moriconi !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!  

 

ALLEZ UP !!!!!!!

 

 

puc / rio.



Escrito por cepchacal às 19h21
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 boa sorte zarvoleta. grande travessia acadêmica. felicitações.

 toca o CEP daí, que eu toco de cá.

 



Escrito por cepchacal às 15h31
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cep 20.000, 24 de junho, teatro do jockey 

 ADMIRÁVEL MUNDO NOVO

a geração 68 deu a possibilidade de ver como a terra faz sua translação ao redor do sol através de substâncias psicodélicas e do amor livre, ela potencializou a maneira de se informar, de criar, através de chips e da web. ela ainda descobriu um jeito de reinventar a forma de produzir, distribuir e apreciar novas poéticas urbanas, a vida como ela é e pode ser.  mas quem quiser continuar reproduzindo os mesmos valores, os mesmos processos do tempo anterior ao dilúvio, isso é com cada um. negociar com o sistema é uma coisa. sem isso é a volta às cavernas. mas se submeter e se acomodar, é derrota.

  vamos lá. vamos juntos. allez up !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! 



Escrito por cepchacal às 11h47
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nas fotos, momo com um broto no colo / márcia x. / pedro luís e antonio saraiva / hélio portocarrero,

maria júlia vieira, fábio ferreira / alex hamburger.

o globo, domingo, 12 de setembro de 1993

o cep tinha pouco mais de 3 anos. e era o grande acontecimento da cidade. a gente não dava muita bola pra mídia. a gente queria mais é se divertir. e assim pensava, a maior parte da ala pensante dessa cidade. o cep era o crème de la crème. então a mídia vinha cobrir. e fazia trocadilhos maravilhosos, chamando o espaço cultural de hospício cultural, chamando o que era o centro de experimentação poética de uma onda de doidivanas. assim é a mídia. mas o cep soube e sabe muito bem que o que faz seu sucesso é a galera. é o grande desfile de imprecações, de atrações de fino trato, de presenças emulcionadas, de absoluta liberdade de expressão. de simpatia e vamolá. chegamos aos 18 e mais 18 virão. a poesia não tem fim.



Escrito por cepchacal às 21h45
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