cep 20.000 - centro de experimentação poética


   

                         alice                                                                                                                                                                ismar

     

     aimberê                            nivaldo                                           mariano marovatto

 

                        canduras                                                             público

 

                                                      sete novos em amoramérica



Escrito por cepchacal às 08h04
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CEP FAZ CHOVER

 

O CEP 20.000 dessa segunda, dia 8 de setembro, foi uma parada tardia A chuva constante desde manhã, a mudança de terça para segunda feira, não ajudou a presença do público clássico do CEP 20.000. Mas para a rala malta presente, o espetáculo foi estarrecedor. Desde o início com os poemas desse MC, mais Domingos Guimaraens e Paulo Scott, a platéia vibrou. Quando subiu ao palco Mariano Marovatto e a Maravilha Comtemporânea, estava tudo dominado. Mariano ousou acusticamento, cantando joão gilberticamente, letras do desassossego.

E aí foi a vez do comandante em chefe das hordas desnudas, Aimberê César mostrar ao que veio ao mundo, sua performance zen nudista: Arte e Suor. O povo ouviu comovido.

Depois nosso duo dinâmico: Alice Sant’Anna e Ismar Tirelli Neto falando seus poemas de alta extração e rara transparência. Foi então que levantou-se a questão colocada recentemente por Alice na mídia impressa e reformatada por esse anfitreão: Será que a poesia precisa ser falada ? Não basta ser escrita ? Teria o poeta um duplo penar (ou prazer ?) em ter que escrevê-la e ainda falá-la ? Não seria esse ato apenas uma questão de marketing para posterior venda do livro ? Mas vida que segue. O assunto foi levantado e deve ser discutido. Mas não aqui agora que tenho mais que relatar as preciosas atrações do CEP.

Após Alice / Ismar, os poetas sem par, foi a vez de Nivaldo Carneiro surpreender magnificamente a todos. Apresentado pelo artista plástico Jorge Duarte, Nivaldo disse ao que veio. Abriu com seu pandeiro, cantando um samba de breque de Moreira da Silva sobre a arte contemporânea e termina falando em “triângulo redondo”. Depois o prato principal: seu rap “Objetos Estéticos”  onde dichava sobre teoria da arte e vende seus objetos de cimento e arame uns crus e outros maquiados com as cores do macdonald que fez para performance no mac em niterói. Nivaldo ganhou o prêmio exuberância total.

Então veio a magnífica Cristina Ribas e infelizmente, perdi sua performance. Tive que resolver um pepino de produção e infelizmente, Cristina passou em branco., Espero que ela não se zangue e queira retornar ao CEP numa outra edição extraordinária. Cristina Ribas e suas laranjas desabusadas.

Então foi a vez de quinhO com sua Candura. Mas what the fuck is Canduras ? É um trabalho solo que o mais non chalant de nossos cantores renascentistas trará à luz breve breve. Ele se apresentou com o Casca e um outro músico. O trio fez o ninho das performances desconexas, o provecto projecto de  dezoito mil pândegas, vibrar ao som de 3 violas indolentes que muito se assemelhavam ao mitológico disco Gil & Jorge, dos anos 60/70. Voltem sempre trio Candura. O CEP a vós pertence.

Para alegria geral da nação, foi a vez de entrar em cena, os Sete Novos. Domingos Guimaraens, Augusto Cavalcante Guimaraens e Mariano Marovatto fizeram em estrago nas hostes da Razão, fazendo em despacho anglo zé pilintra com muita propriedade. Seu Zé Pilintra com rosto de Donald Macdonald, bandeiras americanas, flores, revistas, símbolos yanques misturados à um batuque afro descendente. O CEP já gosta dessa confusão e rapidamente Nivaldo, Aimberê, eu mesmo, embora outro, entramos na função. Foi um descalabro. Os textos vociferados no palco, foram emocionantes. Domingos falando da sensação de Jackie O com os miolos do marido JK na mão, na limousine detonada na longa noite de Dallas, foi hecatômbico. O CEP nunca terminou tão apocalíptico. Dia 4 de novembro, os sete que são três lançam o livro Amor América, ali mesmo naquele espaçoporto. Obama, tremei !!!!!!



Escrito por cepchacal às 02h46
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espaço cultural sérgio porto

(rua humaitá, 163)

 

segunda, 08 / 09  - 20 h – 4 reais

 

poesia

 

ismar tirelli neto . alice sant’anna .

dado amaral  . paulo scott .

 

performance

 

os sete novos . aimberê cesar .

nivaldo carneiro .  cristina ribas .

 

música

 

mariano mariovatto

quinho / canduras

 

apoio prefeitura do rio

 

 

 



Escrito por cepchacal às 07h54
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