
   
CEP 20.000 / VINTE DE OUTUBRO
O CEP de 20 de outubro de 2008 foi quase quase. Prejudicado mais uma vez pelo Samba do Crioulo Doido que Stanislaw Ponte Preta baixou no Espaço Cultural Sérgio Porto. Devido ao progressivo desmantelar da cultura carioca e de tudo que ouse, o CEP foi acomodado onde porventura tivesse data, já que esse projeto que deu o perfil do Espaço em seus 18 an os de vida, não é mais importante na programação da casa. Seu espaço no muro externo do Sérgio Porto, lugar que servia para divulgar a programação da asa, foi subtituído por um equívoco mural que nem o rosto do Sérgio Porto copiaram direito. Outro cidadão tomou seu lugar. O tiro saiu pela culatra nessa tentativa ridícula de promover a cultura popular. O espírito de Joe se vingou da impropriedade.
Mas vamos de volta ao CEP. No velho galpão do Largo do Humaitá, atrás do posto de gasolina, o centro de experimentação poética teve a honra de receber o "Na Boa Cia de Teatro" do Colégio Estadual André Maurois com seus atores, atrizes e poetas. Foi um sucesso. A garotada, ainda nova, mandou muito bem, tanto poemas de autores famosos como Rogério Skylab como versos próprios. Depois tivemos o Daniel Letrafera vociferando suas baladas de amor. O seminal "Amanda", há muito não dito, reverberou nas arquibancadas do Sérgio Porto. Depois as "letradas" (poemas) bem peculiares de Zé Urbano. Um surrealismo plutônico. Enfim, a magia simples e discreta de Alice Sant'Anna. Então chamei os extra classe d' "Os Ritmistas" com Domenico Lancellotti, Dany Rolland e Sthephane San Juan e mais as deslumbrantes participações de Rubinho e Nelson Jacobina, Pedro Sá, Marcelo Callado, experientes camaradas remanescentes do CEP heróico do tempo das bandas Mulheres que dizem sim e Carne de Segunda. Um som que regenera os labirintos dos ouvidos. Stradivarius.
O CEP, como há muito, não encheu. Apesar da boa programação, a constante mudança de dias da semana, a falta de uma divulgação mais agressiva, como o velho espaço no muro na frente do Sérgio Porto, tem tornado difícil a ida do público. Cositas que teremos que repensar para a próxima temporada. Quem quiser tramar essa nova incursão ao mundo maravilhoso das inconfidências verbais e das experiências transmusicais, é só chegar junto (rchacal@uol.com.br) vamos retomar o CEP em toda sua grandiloquência. Dessa vez pé no chão, mais experimental que nunca e com fatal beleza !!!!!
Evoé Cordões da São Clemente, olhai por nós !!!!!
  
só o banga acontece. o ziriguidum apenas se repete, se repete, se repete .....
Escrito por cepchacal às 16h14
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